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Mary Balogh


Ela nasceu em 1944, durante a 2ª guerra mundial, no país de Gales (integrante do Reino Unido). Como sua família vivia numa cidade próxima ao mar, a área foi muito agredida por bombardeios e tudo mais.

Por conta disso sua infância foi de muitas dificuldades, mas nem por isso menos feliz. Ela e sua irmã Moira eram inseparáveis. Adoravam brincar de bonecas e inventavam várias historinhas para elas. As duas também adoravam os livros de Enid Blyton's. Sonhavam em serem autoras.




Jamaica, 2011. Mary no casamento de uma de suas filhas.




Seu principal objetivo foi o de se tornar professora de inglês. Algo que ela sabia só depender dela mesma, com o emprego de esforço e dedicação. Assim aconteceu. Logo teve vontade de sair por aí, viajando e ensinando (Estou adorando a história dessa gata). Então, foi ser professora no Canadá por dois anos. Logo, nossa querida senhora encontrou o amor de sua vida, o Sr. Balogh. Eles se conheceram num encontro às cegas (aquele onde as pessoas marcam sem se conhecerem previamente) e pouco menos de um ano se casaram. Estão juntinhos até hoje, vivem no Canadá, próximo aos seus filhos, netos e bisnetos. E não podia deixar de compartilhar com vocês, sua bisneta é filha de um neto gatííííííííssimo! Ó o neto da Mary aí:








O marido de Mary brinca dizendo que Balogh rima com Kellogs (daquele cereal que a gente come, corn flakes, sabe qual é?), já que ninguém pronuncia o nome da forma correta. Mary diz: “não importa como me chamem, desde que falem de mim”. Uma romântica com os pés no chão. Sonhava em ser escritora, mas sendo prática se dedicou a carreira do magistério, para que, quem sabe assim, com o suporte de sua carreira, pudesse dedicar parte do seu tempo à escrita. E quando sua filha menorr tinha seis anos, arranjou um tempinho a noite para praticar seu hobby, escrever. Como ela era viciada em romances da época de regência (lia muito Georgette Heyer e Jane Austen) não tinha vontade de fazer outra coisa a não ser recriar seus próprios históricos, principamente vivenciados nessa época (Inglaterra, período 1790-1830, época em que a própria Jane Austen viveu. Nem vem que vocês conhecem. Quem nunca viu aquele filme lindo, Orgulho e preconceito, com a Keira Knightley de piratas do caribe? Não? Trailler: http://youtu.be/Y6XneqkfD3c. Vai lá ver! Eu espero.... Sim, sim. Espero. Ainda tô esperando, vê com calma. Vêêêê! .... Já viu? Então, vai me dizer que não gostou?! Aaah, não creio. Até quem é fã de superhot gosta dessa história. Então, é da Jane Austen!).

Depois do pequeno parêntese e voltando a Mary Balogh: Estamos falando de uma autêntica e exclusiva autora de históricos! Ho-ho-ho. Gosto muito.

Seu primeiro livro é ‘a masked of deception’ (Não achei o livro traduzido, será que tem? Se tiver e alguém quiser avisar, a vontade!). O livro foi feito em três meses, na mesa da cozinha, momento que escrevia um pouco, depois de lavar a louça do jantar. Quando terminou se deparou com um fato inusitado: O que fazer agora com a história pronta?? Então ela pegou a contracapa de um dos seus queridos livros de regência e mandou seu manuscrito para o endereço que lá estava. Descobriu que ali era o escritório responsável só pela distribuição de livros, mas uma alma caridosa de lá leu a história, adorou e disse a Mary para enviar o livro endereçando a um lugar de Nova Iorque. Tempos depois ela recebeu a ligação de uma editora, que a oferecia um contrato para escrever dois livros. E assim aconteceu, minha gente!

‘A masked of deception’ foi lançado em 1985 e logo premiado, vendendo muitos exemplares. Conta a história de Richard, um lindo e rico conde que noiva com a tímida e respeitável Margarete, por meio de um casamento friamente arranjado no intuito de firmar uma aliança familiar e ter seu herdeiro. Ao mesmo tempo o conde se entrega a uma paixão escandalosamente imprópria com uma sedutora sem nome, que esconde seu rosto por trás de uma máscara. As duas querem Richard desesperadamente e temem ao pensar no que irá acontecer quando ele descobrir que essas duas mulheres na verdade são uma só pessoa.

Um ligeiro sucesso fez ‘the Bedwyn saga’ (saga Bedwyn). São as seis histórias dos irmãos Bedwyn, liderados pelo poderoso e friamente disciplinado Wulfric Bedwyn, Duque de Bewcastle. A história de Aidan, o militar, é contada em Slightly Married (Ligeiramente Casados), Ranulf está em Slightly Wicked (Ligeiramente Perverso), Freyja em Slightly Scandalous (Ligeiramente Escandaloso), Morgan em Slightly Tempted (Ligeiramente Sedutor), Alleyne em Slightly Sinful (Ligeiramente Imoral) e Wulfric, por último, é claro, teve o que merecia em Slightly Dangerous (Ligeiramente Perigoso).

Essa família já aparece no ‘prequel bedwyns’ (prequela dos Bedwyn). Prequela é uma história que aconteceu naquele mesmo universo fictício, antes das tramas principais. Nessa prequela, você já ouve falar da família ‘ligeira’. Então, se quiser, leia primeiro one night of love (noite de amor) e a summer to remember (momentos inesquecíveis). Para quem já é fã: A irmã Gwen, do herói Neville de ‘uma noite de amor’ estreia o primeiro livro da nova série ‘Survivors Club’, ‘the proposal’ (Ainda sem tradução).

Mary Balogh, com sua linda habilidade em criar convincentes romances históricos, com destreza de fino garbo, lançou outro sucesso: ‘the simple quartet’ (série professoras), cujo tema central é a Escola de Senhoritas da Sra. Martin, que por sua vez, foi preceptora de Freyja, da Família Bedwyn. Na série professoras vemos em primeiro plano o colégio mencionado na grande saga.








É... Ela tem esse hábito de mencionar uma história na outra. Como se realmente todos tivessem vivido na mesma época, onde uns personagens conhececem os outros pelo menos de ouvir falar. Parece confuso, mas não é. Desligue-se disso e curta a leitura que é o mais importante!

Essas duas famosas séries já tem a tradução quase completa feita por fãs (vários grupos, inclusive o PRT), busque os ebooks pela internet. Mary Balogh ainda não tem livros publicados no Brasil!

Depois de 20 anos de magistério pode finalmente se aposentar da carreira de professora e se dedicar exclusivamente aos livros. Ela conta divertidamente o quão maravilhoso foi criar um estúdio na casa dela só para escrever e um instante depois passar a digitar as histórias no computador... rsrs..

E quando ela não está trabalhando? Ela lê horrores! Diz que lê de tudo um pouco. Bom, tudo que pelo menos prenda sua atenção nas primeiras cinquenta páginas, afinal, a vida é muito curta pra perder tempo lendo coisas que não gostamos. Diz-se lerda para praticar esportes, mas se prende no sofá para ver os campeonatos de tênis e curling (aquele jogo da vassourinha! Heheh. Jogo de inverno, onde no gelo, o jogador tenta fazer com que a pedra de granito chegue o mais perto possível da zona de maior pontuação. A vassourinha é usada pra diminuir o atrito entre a pedra e o cão de gelo).

Ela também gosta de ficar no sofá fazendo tricô (Que muniita!). Gosta de dar umas passeadas no shopping e viciada em tomar o café do Starbucks. Aaaaaaaaah, para tudo minha gente. Eu também adoro o Starbucks! Na cidade onde moro tem umas franquias dessa cafeteria e eu sou loucamente viciada nos frappuccinos. Uma bebida gelada, feita de leite (com café ou não) e um monte de coisa boa.

Ela também ajuda o pessoal da igreja e ainda faz parte do coral de lá, com o marido. Mensagem da nossa querida autora: “Nunca deixe dizerem para você que os sonhos não podem se tornar realidade. Com uma boa visão, esforço e sorte, eles podem. Bem, talvez uma grande quantidade de sorte.”

Gostei muito de escrever sobre ela. Eu mesma descobri coisas que nem sabia, inclusive afinidades. Se eu já gostava de seus livros antes, agora gosto mais! E vocês, gostaram?

Boas leituras! Equipe PRT

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By Iâni Naíra