Ela se
reconhece desde sempre como uma leitora ávida. Era
a única na sala de aula com um romance emocionante aberto no colo, enquanto o
professor lecionava matemática, o que ela não entende até hoje. Num
verão ela leu tanto que quase endoidou, porque biblioteca pra ela é como um
viciado ter acesso a um prédio de crack para ele. As portas estão abertas e tudo que você
precisa é de um cartão para registrar seus livros.
Embora soubesse
que acabaria escrevendo, ela diz que a estrada foi longa e bastante tortuosa, precisando
desse negócio tedioso de ganhar a vida, coisa que tinha que vir em primeiro
lugar. Então,
por mais anos do que gostaria, ela foi intérprete e viajou bastante por causa
do trabalho. Diz
que fazer interpretação simultânea exige escutar muito próximo e com cuidado o
orador, para que pudesse fazer uma boa escolha de vocabulário, registrar os
idomas de forma certinha, buscar os significados ocultos. Apesar
de ter sido “intensamente estressante, fazendo com que o cérebro queimasse com
todas essas traduções”, ela fala que as constantes viagens para lugares
interessantes (por vezes, não muito interessantes, quando se refere aos oito longos
anos úmidos em Bruxelas) e as milhares de páginas que tinha para traduzir, formam
um caminho viável para se tornar escritor.
Quando era adolescente, ela teve que se mudar e sair de uma pequena cidade de Oregon para Florença, Itália. Diz que precisou de uns bons anos para superar o choque cultural e ela acha que tudo sobre ela, até o nível molecular, mudou, definitivamente para melhor. Aprendeu que amava outros idiomas, o que a levou a uma escola de intérpretes. Ela diz que “ser intérprete é a melhor preparação que conheço para se tornar um escritor, além de ser um advogado. Mais divertido, também.”
Depois de viajar o mundo, diz que teve outro choque cultural, casar em avançada idade e voltar a se estabelecer numa cidade pequena e provinciana no sul da Itália, um pouco que voltando à estaca zero. Vive em Matera, uma beleza desconhecida da Itália, que se tornou sua nova casa. Ela diz que “tem sido um enorme privilégio ver a cidade abrir-se ao mundo como uma flor desabrochando”.
Com quarenta anos foi mãe do filho mais espetacular do mundo e finalmente tentou alcançar esse sonho que teve ao longo da vida, a escrita. Ela sabia que queria escrever principalmente ficção romântica e mistérios, gênero que também gosta de ler. Elizabeth: “Com muita ajuda dos meus amigos ao longo do caminho, já publiquei oito romances e agora tem um contrato de dois livros com a Berkley Publishing (Penguin EUA). Também estou trabalhando em um romance para publicação em Florença.”
Parte dessa ajuda para se tornar escritora, foi assistir a conferências de escritores nos Estados Unidos. Para ela, foi uma experiência avassaladora que, de novo com a ajuda de amigos, a fez montar um festival literário com conferências de escritores internacionais em Matera, o “the International Women’s Fiction Festival”, onde eles dão palestras, divulgam livros, ouvem editores, agentes, vendem livros, comem demais e ficam bêbados com a melhor comida e vinho deste lado do céu.
Tem poucos livros publicados, o mais recente de 2011, Darkness at Dawn
- Uma ameaça ao Reino de Nhala une o capitão do exército Mike
Shafer e Lucy Merritt,
uma restauradora especialista de
manuscritos. Uma profecia mortal
e antiga de fim do mundo está se manifestando, assim como a atração que
sentem um pelo outro. Será que eles podem salvar o mundo e terem sua chance no amor?
O livro Homecoming conta a história de Frederica. Depois de uma semana numa idílica cidade e uma semana na companhia de Jack, concorda que a vida é doce e livre, como pensam os moradores de lá. Um conglomerado multinacional sem coração está trabalhando para acabar com a forma descontraída de vida na cidade. Pena que o conglomerado é de propriedade do tio de Frederica. Pena que ela é a pessoa à frente disso frente desse projeto. Pena que seu adversário é Jack Sutter. Frederica entra em um jogo de alto risco contra o seu tio para preservar a maneira de vida da cidade – e sua própria felicidade.
Elizabeth também é muito famosa por escrever outro estilo de romance, mas para isso ela usa seu alter ego, Lisa Marie Rice. Conhecem? Sobre essa, falaremos numa outra oportunidade...




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